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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016



Contos para uma noite fria, de Bruno Anselmi Matangrano, contem doze contos envolventes e muito bem escritos. Com Temas de mistérios, fantasias, sobrenaturais e distopias, os contos são realmente uma ótima opção para as noites frias. dando um certo medo em alguém contos mas nada que deixe alguém sem dormir.

Gosto muito de contos e crônicas por trazerem historias bem rápidas e na maioria das vezes incrivelmente boas. Principalmente com essa temática de terror suspense, tudo é bem construído e sempre nos faz pensar. Quando vou fazer resenhas de contos e cronicas eu não gosto de expor muito a história, porque o legal dos contos é você se jogar no desconhecido. Mas dos doze contos desse livro eu escolhi quatro para comentar um pouco.


O primeiro deles é O Futuro Da Humanidade, uma distopia que nos faz pensar bastante sobre o que fizemos e o que deixamos de fazer. Depois de tantos “fim do mundo” que passamos um vai acabar sendo verdade, e o que nos teremos feito? fizemos tudo que desejamos, lemos todos os livros que queríamos ler? (Eu espero que sim!).


O Próximo conto me chamou atenção logo pelo nome e poesia que vem antes do conto. Mise En Abyme (ou como um poema de Poe), esse é o título do conto e fiquei logo feliz porque Edgar Allan Poe é um dos meus escritores de terror e mistério preferido. O poema se chama A Dream Within A Dream. O conto se baseia no nele para construir sua narrativa, pelo menos assim me pareceu.


Provavelmente você já ouviu falar do Beco dos Aflitos que fica em São Paulo, no bairro Liberdade. O conto Beco dos Aflitos acontece nesse local que dizem ser mal assombrado porque la aconteceram coisas terríveis e isso da um ótimo plano de fundo para o conto.


Entre o tempo e o espaço é o ultimo conto do livro e o que chegou mais perto de me fazer chorar. Tenho medo real do que acontece com o homem do conto, mas não é nada sobrenatural ou sombrio. É algo que eu não gostaria que acontecesse comigo e eu tenho muito medo que aconteça.

Além de contos legais cheio de mistério e fantasia o livro tem uma capa linda que representa um dos contos Gravidade às Avessas. Bom pessoal é isso espero que tenham gostado e leiam o Contos para uma noite fria vale muito a pena.

Contos Para Uma Noite Fria, De Bruno Anselmi Matangrano

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016







Título: O Chamado do Cuco
Título Original: The Cuckoo's Calling
Autor(a): Robert Galbraith (J.K. Rowling)
Editora: Rocco
Páginas: 447
Onde Encontrar: Livraria Saraiva - Livraria Cultura
Avaliação:



O primeiro livro de Robert Galbraith também marca o início das tramas investigativas do detetive Cormoran Strike. Nesse primeiro volume uma famosa modelo é encontrada morta após ter caído de uma sacada. A polícia chega à conclusão de que foi suicídio, o que não deixa o irmão da vítima nada satisfeito. Ele então contrata Strike para investigar o caso.

Cormoran já esteve no exército, tendo inclusive perdido metade da perna direita quando um caminhão em que ele estava a serviço passou por minas terrestres (ele usa uma prótese logo abaixo do joelho).  Ao receber o caso três meses depois da morte da famosa modelo Lula Landry, Strike está passando por muitas dificuldades pessoais. O seu relacionamento problemático que durou 16 anos aparentemente chegara ao fim, e a sua situação financeira não está nada boa. Está dormindo no escritório desde a separação e não tem condições de pagar sequer uma secretária. Pouco antes de receber a tarefa ele contrata Robin Ellacot, uma secretária temporária de uma agência. Robin não demora muito a demonstrar ser bastante importante para o detetive, tornando-se uma espécie de “assistente” dele.

Strike não faz nada o tipo de personagem principal que costumamos conhecer. Ele não parece tão inteligente quanto outros detetives (pelo menos a primeira vista) e também não faz o tipo atraente (alto, largo e peludo, “com porte de pugilista e cabelo de pentelho, tendo a aparência de um urso pardo”). Logo, o que nos chama tanto a atenção nesse livro?

Quando foi lançado, em 2013, O Chamado do Cuco obteve boas críticas, mas suas vendas não foram tão boas assim. Apenas 1500 cópias foram vendidas desde seu lançamento, em abril de 2013 até julho do mesmo ano, que foi quando a autoria do livro foi revelada. Robert Galbraith é, na verdade, um pseudônimo de J.K. Rowling, autora de Harry Potter.

Rowling disse depois em entrevista que preferia ter continuado no anonimato por mais algum tempo, afinal “tem sido uma experiência libertadora! Tem sido maravilhoso publicar sem publicidade ou expectativas e puro prazer receber opiniões de editores e leitores por baixo de um nome diferente”.

O Chamado do Cuco é um livro extremamente envolvente por ser inesperado, inovador, atual. Strike tem uma espontaneidade e uma originalidade inigualáveis, e sua improvável assistente traz beleza à trama, além de ser muito sagaz a observadora. É daquele tipo de livro em que você não sossega em quanto não termina de ler, descobrindo todos os segredos ocultos da trama. O livro é da editora Rocco, tem 447 páginas e foi lançado em 2013. É o primeiro livro de Robert Galbraith e inicia a saga investigativa de Cormoran Strike.

O Chamado do Cuco, De Robert Galbraith

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016



Título: A Playlist de Hayden
Título Original: Playlist for the Dead
Autor(a): Michelle Falkoff
Editora: Novo Conceito
Páginas: 285
Onde Encontrar: Livraria Saraiva - Livraria Cultura
Avaliação:




Uma história comovente que lida com temas atuais e de grande relevância, principalmente ligados aos adolescentes como: perdas, conquistas, amizade e bullying. O livro é narrado por Sam, o melhor e único amigo de Hayden, que sofre por seu amigo ter deixado ele sozinho. Ele não entendia os motivos pelos quais Hayden tinha feito aquilo. A única coisa que ele tinha era uma playlist, que Hayden tinha feito antes de morrer, e um papel dizendo: “PARA SAM. OUÇA. VOCÊ VAI ENTENDER.”

Hayden está morto. No começo você provavelmente não vai ficar tão triste por isso, porque na verdade você nem conhece ele. Durante a leitura, eu queria cada vez mais que o livro tivesse alguma coisa mágica ou sobrenatural no final, porque eu não queria, de forma alguma, que Hayden tivesse partido. A amizade de Sam e Hayden era inspiradora, melhores amigos para todas as horas e momentos. As brigas eram as mais divertidas possíveis; as conversas, as mais Dorks. 


Quando Sam descobre a playlist e descobre que ela vai o ajudar a entender alguma coisa a mais sobre Hayden, eu pensei em algo bem Sherlock Holmes: encontrar pistas secretas nas letras das músicas, ou algo assim. Mas a coisa é bem mais ampla, a playlist ajuda Sam a entender muitas coisas de jeitos diferentes do que ele (e eu) imaginava. 

Acabei me envolvendo no livro de uma maneira incrível, me fez pensar bastante nas minhas amizades e no lado 'secreto' que cada um tem em si. No quanto as pessoas podem ser ruins, mas também no quanto elas podem ser ruins com elas mesmas. Mas acima de tudo me fez perceber que a amizade verdadeira é algo para a vida toda, e que sempre podemos superar obstáculos com amigos ao nosso lado.

A Playlist de Hayden, De Michelle Falkoff

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016




Título: Morte Súbita
Título Original: The Casual Vacancy
Autor(a): J.K. Rowling
Editora: Rocco
Páginas: 512
Onde Encontrar: Livraria Saraiva - Livraria Cultura
Avaliação:






O livro de J.K. Rowling lançado em 2012 foi um sucesso de vendas, tendo batido recordes até na pré-venda. Eu tive a oportunidade de lê-lo já há algum tempo, mas agora recentemente ele voltou a me chamar atenção. Na última semana eu vi em uma página no Facebook dedicada à J.K. diversas pessoas dizendo que não gostaram nem um pouco de Morte Súbita, que ele nem parecia ter sido escrito por Rowling. E esses comentários influenciaram na minha decisão de escrever essa resenha tardia.

Morte Súbita é um romance adulto que foi definido pela autora como “uma grande história sobre uma cidade pequena”. A trama se passa em Pagford e conta com um personagem principal ausente. A morte súbita de Barry Fairbrother é o primeiro acontecimento no livro, e a partir dele vamos conhecendo os habitantes de toda a cidade. Conhecendo os adolescentes problemáticos, vendo as traições de casais, presenciando o movimento natural da vida humana. Percebemos também os malefícios que a internet pode trazer para a vida em sociedade. Podemos muitas vezes sentir que aquela história parece do nosso bairro, que aquilo poderia ter acontecido a um vizinho nosso. E é nisso que eu vejo a beleza maior desse livro.

Se você for ler Morte Súbita esperando encontrar aventuras e a ficção presente/indispensável em Harry Potter, então você terá a mesma opinião das pessoas que comentaram a publicação que eu vi no Facebook. Você não reconhecerá a J.K. de Harry Potter à não ser que perceba o quanto deve ter sido difícil construir uma cidade inteira, com todas as suas famílias, os seus passados e seus respectivos problemas. Para conseguir construir isso tudo ela com certeza teve ajuda da magia.

Quando for ler esse livro lembre-se de que se trata de um romance adulto, de que ele trata da vida de pessoas comuns, assim como você e eu. E, principalmente, lembre-se de esquecer de Harry Potter. A única semelhança entre Morte Súbita e qualquer um dos volumes de Harry Potter que podemos encontrar é ter sido escrito pela mesma pessoa, que merece aplausos pela construção das duas obras.

“Morte Súbita” é da Editora Nova Fronteira, tem 501 páginas e foi lançado em 2012. É o primeiro livro de J.K. Rowling depois de Harry Potter.

Morte Súbita, de J.K.Rowling

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sábado, 26 de dezembro de 2015

Título: Magisterium: O Desafio de Ferro
Título Original: Magisterium: The Iron Trial
Autor(a): Holly Black e Cassandra Clare
Editora: Novo Conceito (Selo #irado)
Páginas: 384
Onde Encontrar: Livraria Saraiva - Livraria Cultura - Extra - Submarino
Avaliação: 

Com a promessa de tornar-se uma das próximas grandes sagas de livros infanto-juvenis, Magisterium, composta por 5 livros e escrita pelas incríveis Cassandra Clare (Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais) e Holly Black (As Crônicas de Spiderwick e A Garota Mais Fria de Coldtown), chega com um enredo bastante profundo, misterioso e repleto de magia. Não há como negar que um projeto desses; escrito por duas gigantes da fantasia adolescente, não gere uma ansiedade. Eu mesmo, fiquei bastante impaciente pela leitura e posso afirmar que foi uma aventura incrível.

Com um prólogo bastante interessante e atraente, que dá tom a história e ao universo onde ela vai ser construída, o leitor é fisgado e instigado a prosseguir a leitura e conhecer melhor seus personagens e que futuro os aguarda. 

O enredo gira em torno de Callum Hunt, um garoto de 12 anos que mora com o pai e sempre foi bombardeado por conselhos e avisos sobre os perigos e desgraças relacionados ao uso da magia. Isso acabou por gerar uma repulsa do garoto pelo dom que lhe é natural. Entretanto, o jovem Callum, é intimado a participar do Desafio de Ferro, uma teste de aptidões mágicas que todos os jovens bruxos devem passar para entrarem no Magisterium, uma escola onde eles serão treinados e preparados para utilizarem seus poderes. O pai de Call sempre o alertou do quão cruel é a vida dentro do Magisterium e o garoto sabe que deve falhar, sabe que deve fazer o possível para se dar mal nos testes, mas, o que todos não esperavam era que Rufus, o maior de todos os mestres, convocasse Call para ser seu pupilo. Agora, junto a Tamara e Aaron, o Magisterium aguarda Callum Hunt e ele não deverá medir esforços para sair daquele lugar; tão terrível e ao mesmo tempo incrível.
A narração em terceira pessoa evolui no decorrer do livro, mostrando bastante dos conflitos internos de Call, principalmente sua insegurança quanto às amizades, relação rara para o garoto que sempre foi taxado de esquisito pelos colegas de escola. e a deficiência que o faz mancar na perna esquerda, até então dita como uma condição de nascimento. Essa visão do livro é bastante interessante, uma vez que o torna mais próximo de grande parte dos leitores, criando uma empatia entre o real e a ficção.

As aventuras vividas dentro do Magisterium são incrivelmente envolventes. Entre as aulas e os desafios enfrentados pelos garotos no decorrer do ano letivo, há discussões que remetem a temas comuns da vida adolescente e muito mistério por trás de tudo o que cerca o Magisterium e o mundo bruxo de Clare e Black. As autoras conseguiram criar um universo simples, partindo dos elementos da natureza (que é a base de toda a magia no enredo da série), mas com todo um brilhantismo característico das grandes obras de fantasia. Os elementais, seres criados a partir dos elementos (água, ar, terra, fogo ou caos) são, ao mesmo tempo, incríveis e belos, porém envoltos em toda uma misticidade e uma crueldade na sua criação.
Algo que vale ressaltar são as polêmicas semelhanças com Harry Potter. Sempre que algo novo, envolvendo magia, escola ou um trio de amigos aparece na mídia, logo surgem as comparações. Magisterium não é algo que foi criado para ser uma cópia da obra de J. K. Rowling. É completamente errado julgar algo dessa forma. Vivemos um momento da literatura, em que a fantasia infanto-juvenil é, em grande parte, de frutos da grande árvore que é Harry Potter. Quantos e quantos autores não foram influenciados pelas aventuras do Trio de Ouro? Cabe a todos entenderem isso e deixarem de lado opiniões imbecis e de menosprezo a tantas histórias maravilhosas que surgiram nesses últimos tempos.

No geral, O Desafio de Ferro me surpreendeu bastante, tive problemas com outros livros da Holly Black, mas sempre que a autora trabalha em parceria com alguém, o negócio parece funcionar melhor (maior exemplo são As Crônicas de Spiderwick, em parceria com Tony DiTerlizzi). Não esperava tanto da história, mas ela conseguiu me capturar muito bem. Me envolvi com personagens, me animei com as batalhas e me surpreendi com as revelações. Com certeza, logo, logo teremos resenha do segundo livro da série: A Luva de Cobre, porque não me aguento de curiosidade pelo que está por vir.


O Desafio de Ferro (Magisterium #1), de Cassandra Clare e Holly Black

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sábado, 19 de dezembro de 2015





Título: As Treze Relíquias
Título Original: The Thirteen Hallows
Autor(a): Michael Scott e Colette Freedman
Editora: Planeta
Páginas: 416
Onde Encontrar: Livraria Saraiva - Livraria Cultura
Avaliação:






"Há mais de sete décadas treze crianças foram designadas para cuidar de artefatos antigos, dotados com um poder primitivo e letal. As relíquias, como foram chamadas, deveriam ser mantidas por seus guardiões em total segurança e afastadas umas das outras. Entretanto, agora um homem sinistro e sua amante estão atrás delas, roubando cada peça e eliminando seus protetores, deixando um rastro de crimes violentos. Aparentemente por acaso, a jovem Sarah Miller se envolverá nessa trama perigosa e terá que correr contra o tempo para elucidar os enigmas que rondam sua nova vida. Serão os guardiões seres de outro mundo? Qual será o segredo das relíquias milenares? Por que justamente Sarah foi atraída para esse jogo mortal? Uma história inquietante, povoada de lendas que até hoje rondam nosso imaginário, As treze relíquias mostra que há forças que nunca devem ser despertadas." 
“As Treze Relíquias” é o primeiro livro de uma trilogia escrita por Michael Scott, um dos escritores mais populares da Irlanda e Colette Freedman, uma roteirista renomada. Somente o primeiro livro foi lançado aqui no Brasil pela Editora Planeta.

“As Treze Relíquias” é aquele tipo de livro que você espera muito dele e acaba se surpreendendo. Quando li o título e a sinopse me interessei bastante, pensando que seria mais um livro sobre adolescentes lutando contra monstros sobrenaturais, porém não é exatamente isso. O livro é bem adulto e denso. Durante a leitura me pareceu que os autores tinham escrito o livro totalmente separados, porque algumas partes da história se repetiam. Mesmo sendo em visões de pessoas diferentes a repetição desses fatos não se agregava em nada.

Com uma leitura fácil, mas não infantil, o livro é narrado em diferentes perspectivas, tonando a leitura mais dinâmica e fluida. Tem um ótimo acabamento e diagramação, assim como umas das capas mais bonitas dentre os livros que tenho.

O personagem que mais gostei foi o que menos apareceu, o mendigo Ambrose, pois ele me lembra os magos que gosto muito de ler em histórias de fantasia. Mas a maioria dos personagens me parecem bem monótonos. Não consegui criar nenhuma expectativa com eles, tornando a leitura um pouco cansativa. Os detetives desse livro são desnecessários de certo modo. Eu adoro romances policiais com detetives inteligentes, investigações e essas coisas de CSI, mas toda vez que o detetive Tony Fowler e a sargento Victoria Hearth apareciam eu já ficava meio:      



Não estava suportando mais esses dois, eles pareciam pessoas incompetentes brincando de “polícia e ladrão”.

Umas das cenas que mais gostei no livro foi quando toda a história das relíquias foi explicada; a sua criação com objetos normais como uma faca, uma panela... Os seus guardiões que protegem e repassam as relíquias de pai para filho e também quem as criou... Yeshu'a.
Toda a história das Relíquias e dos guardiões dá uma ar de mistério e magia, até porque elas realmente existem e estão em um museu hoje. Fico me perguntando se todas essas histórias são reais. E se não forem, como somos capazes de imaginar coisas tão surreais como esta?


As Treze Relíquias, de Michael Scott e Colette Freedman

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segunda-feira, 9 de novembro de 2015




Autor(a): Edgar Allan Poe
Avaliação:




Nevermore!
Edgar Allan Poe era um cara sem sorte, ou com uma sorte macabra. Com uma vida rodeada de tragédias, acho, ele acabou juntando uma gama de sentimentos que o inspiraram para escrever toda a sua obra literária.

Poe Nasceu em Boston, Estados Unidos, em janeiro de 1809. Seus pais biológicos eram atores mas sem muitas condições, após seu nascimento o pai sumiu deixando mãe e filho sozinhos. Ela morreu pouco tempo depois, com tuberculose. Poe, então, foi adotado por John Allan, de uma família próspera em Baltimore. O garoto concluiu a escola primária e depois estudou na Inglaterra e, em seguida, na Universidade de Virgínia.

Com o desinteresse de John pelas poesias de Edgar, o jovem escritor fugiu de casa para se alistar nas forças armadas, onde serviu durante dois anos até ser dispensado. Quando retornou a família, sua mãe adotiva morreu.

Retrato de Virginia Clem,
 a prima de 13 anos de Poe.
Poe começou a escrever em prosa e passou os anos seguintes trabalhando em revistas e jornais, o que o obrigou a se mudar diversas vezes. Em Baltimore, casou-se com Virginia Clem, sua prima de treze anos (Pois é...). Em 1845, Poe publicou seu poema O Corvo, que foi um grade sucesso. Virginia morreu dois anos depois da publicação.

Poe começou um projeto para criar seu próprio jornal, mas morreu, aos 40 anos, antes de concluir. Com a causa da morte desconhecida, foi atribuída muitas vezes ao álcool, congestão cerebral, cólera, drogas, doenças cardiovasculares, raiva, suicídio, tuberculose entre muitos outros fatores possíveis.

Com tantas perdas em sua vida Poe acabou recebendo grande influência em sua obra. Em poemas e em contos, vemos frequentemente a tristeza de alguma mulher bonita que morreu ou que se foi pra longe.

A tendência dos escritores pelo fantástico, pelo misterioso, pelo macabro. Cultivando na sua obra esses temas, Poe personifica uma das tendências mais marcantes do movimento romântico transplantado da Inglaterra para a América. Poe foi, e ainda é, um grande escritor de horror, suspense e mistério que influenciou uma geração inteira.

Esses foram alguns contos que escolhemos para o mês do horror, vamos falar um pouco deles e mostrar os grandes frutos da mente horripilante de Edgar Allan Poe.

O Gato Preto


Um homem que sempre gostou de animais, desde sua infância, trouxe isso para sua vida adulta. Ele cria um gato totalmente preto e já meio lento da idade. Sempre cuidou muito bem do seu leal companheiro, que o seguia por todo canto, nunca teve problemas. Até que um ódio, um rancor, uma indignação, uma exaltação, uma fúria cresceu dentro dele como uma trepadeira, parasitando e matando-o por dentro. Expressa isso, malíssimo, com quem ele ama. Ou amava.
Pluto - esse é o nome do gato - foi meu bicho e companheiro favorito. Somente eu o alimentava, ele me seguia pela casa aonde quer que eu fosse. [...] Nossa amizade durou, desse modo, por vários anos, durante os quais meu temperamento geral e caráter [...] experimentaram uma alteração para pior. Tornei-me, a cada dia, mais taciturno, mais irritavel, mais sem consideração pelos sentimentos alheios.

A Máscara da Morte Rubra


Em um mundo distópico, onde uma doença repugnante, a Morte Rubra, devasta toda a humanidade. O Príncipe Prospero, determinado a fugir desse horror, se refugia em seu castelo envolto por uma muralha. Consigo, ele leva pessoas da alta burguesia. Prospero confiante de que está seguro, realiza festas com frequência. Celebrações organizadas e enfeitas com ajuda de seu duque, que tem uma grande criatividade. Em sua última festa; a mais elegante, porém, um convidado inesperado surge para celebrar com Prospero e com todos os outros.
A “Morte Rubra” havia muito devastava o país. Jamais se viu peste tão fatal ou tão hedionda. O sangue era sua revelação e sua marca. A cor vermelha e o horror do sangue. Surgia com dores agudas e súbita tontura, seguidas de profuso sangramento pelos poros, e então a morte. As manchas rubras no corpo e principalmente no rosto da vítima eram o estigma da peste que a privava da ajuda e compaixão dos semelhantes. E entre o aparecimento, a evolução e o fim da doença não se passava mais de meia hora.

Berenice


Egeu é um homem que possui uma condição incomum. Ele tem constantes períodos de foco extremo. Ele simplesmente foca sua mente e seus esforços em algo e ali perde-se. Não existe mundo, pessoas, ou nada ao seu redor que o tire a concentração. Ele sempre vivera com sua prima Berenice, uma jovem moça muito vívida e feliz, enquanto Egeu, sempre envolto por seus devaneios, era distanciado do convívio social, o que não o impedia de voltar seu olhar fixo para a prima, que sempre o cativara e tornara-se sua paixão. Contudo, um grande mal acomete a jovem Berenice, desfigurando seu rosto e a tornando um ser fraco. Entretanto, algo de suas antigas feições se conservou; seus belos dentes, os quais jamais sairão da mente de seu primo Egeu. 
É mais que provável que eu não esteja sendo compreendido; mas receio, na verdade, não existir nenhum modo possível de transmitir à quase generalidade dos leitores, uma ideia adequada dessa nervosa exacerbação de interesse com que, no meu caso, os poderes de meditação (para evitar termos técnicos) se ocupavam e absorviam na contemplação dos objetos, mesmo os mais comuns do universo.

O Caso de Valdemar



Um hipnotista quer completar sua pesquisa sobre a hipnose, porém, falta-lhe completar um último experimento: hipnotizar alguém prestes a morrer. Ele conhece Valdemar, um homem que está debilitado por uma doença e os médicos não lhe dão nem mais um mês de vida. Depois de conversar com o hipnotista, Valdemar acaba aceitando que ele seja hipnotizado quando estiver à beira da morte. Pouco tempo depois o hipnotista recebe um recado, Valdemar irá morrer logo.
Enquanto eu falava, ocorreu sensível mudança na fisionomia do magnetizado. Os olhos se abriram devagar, desaparecendo as pupilas para cima; toda a pele tomou uma cor cadavérica, assemelhando-se mais ao papel branco que ao pergaminho [...] Ao mesmo tempo o lábio superior retraiu-se, acima dos dentes que até então cobria por completo, enquanto o maxilar inferior caia com movimento audível, deixando a boca escancarada e mostrando a língua inchada e enegrecida.

O Corvo


O mais famoso trabalho de Edgar Allan Poe, que remodelou o gênero de terror, traz as bases de uma nova visão do imaginário gótico. Tenebroso e perspicaz, é um relato de amor, perda e despedida; que tornou o corvo, o arauto da morte, da solidão e da melancolia, visão incrivelmente difundida após a publicação do texto. É tido como o ápice da criação de Poe e, sem dúvidas, é um grande retrato do autor, de tudo o que ele passou durante sua vida permeada pela melancolia e a morte. 
Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: existe acaso um bálsamo no mundo?”
E o corvo disse: “Nunca mais”.
Edgar Allan Poe é um dos maiores escritores que alguma vez já pisou nesse mundo, tendo a inspiração nas piores situações imagináveis, ele compôs uma obra esplêndida, jamais vista e que lançou a base de todo o horror que temos nos dias atuais. Seus contos e poemas são extremamente profundos e cheios de nunces quanto ao ser humano e sua podridão. Uma visão bastante pessimista, mas cheia de um sentimento e de uma "pureza". Poe, sem sombra de dúvidas, é um escritor que ficará por bastante tempo ainda na memória de todos, perpetuando sua obra e seu sentimento.



Edgar Allan Poe: Contos de Horror! #MêsDoHorror

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domingo, 1 de novembro de 2015

Título: Joyland
Título Original: Joyland
Autor(a): Stephen King
Editora: Suma das Letras
Páginas: 240
Onde Encontrar: Livraria Saraiva - Livraria Cultura - Extra - Submarino
Avaliação:

Considerado por muitos como um dos melhores livros já escritos por King, Joyland não trás um apelo grande ao horror, costumeiro nas obras do autor. Há traços bem característicos, mas que constroem apenas um pano de fundo para uma história profunda e extremamente cativante. Não sei se me interessei pelo grande apego que tenho a parques de diversão ou pelo maravilhoso enredo; creio que um pouco dos dois. De uma coisa tenho plena certeza, Joyland não é um livro qualquer, ele deixa marcas e consegue mexer com suas emoções. 

Devin Jones é um rapaz de 21 anos que arruma um emprego durante as férias de verão em Joyland, um parque de diversões. Lá ele vive emoções e situações que jamais imaginaria, conhece pessoas incríveis e faz amigos que guarda para sempre, como Erin e Tom, que compõe sua equipe de verão. Erin trabalha como uma Garota de Hollywood, meninas de vestido verde que andam pelo parque vendendo fotos para os visitantes. Já Tom, assim como Dev, é responsável pelos serviços gerais que incluem cuidar dos brinquedos, retocar a pinturas das diversas atrações, limpar tudo e o serviço mais prestigiado e duro em Joyland: "vestir a fantasia". E é dessa forma que Devin ganha o carinho e apreço da maioria dos funcionários, mas algo estranho marca a história de Joyland. Uma garota, Linda Gray, foi assassinada no trem fantasma; o criminoso fugira e aparentemente, o espírito da garota ainda ronda pelo lugar, assustando os funcionários. Devin quer vê-la, mas acima de tudo, quer descobrir o que aconteceu com a garota e quem é o verdadeiro culpado. Para isso ele contará com a ajuda de seus amigos um garoto que tem um dom bastante especial. 


Terminei a leitura há poucos dias e ainda me pego pensando sobre tudo. Joyland me prendeu de uma forma gostosa e intensa. Como toda obra de Stephen King, a história evolui e se desenrola de maneira excepcional. Tudo bastante bem construído e ambientado em um parque simples (nada comparado a disney, ou outros gigantes do ramo), mas repleto de uma magia que o torna incrível. Os personagens de King também são muito bem construídos, todos com uma história e uma profundidade que os tornam próximos ao leitor. Apaixonei-me pelo pequeno Mike, Erin e por Emmaline Shoplaw, personagens bem caracterizados e que deram um tom mais gostoso a história. Nunca me apego tanto a personagens principais, mas Devin também tem um brilho especial, principalmente por sua evolução durante a história, pelo seu amadurecimento pessoal. Tenho certeza que Joyland o tornou melhor, mais seguro e forte.

Outro aspecto bastante interessante do livro é a dinâmica dos grandes parques que King mostra muito bem, usando de termos que se assemelham aos que realmente são usados (o Colóquio, a língua dos parques), mostrando situações comuns ao dia-a-dia dentro de Joyland e de qualquer outro parque e construindo um lugar que favorece a imersão, faz o leitor querer conhecer Joyland, ver as diversas atrações e como tudo se desenrola.

Além de tudo isso, o enredo de mistério por trás do parque foi muito bem orquestrado, as cenas relacionadas a Linda Gray e a sua história foram bastante interessantes e o desfecho surpreendeu bastante. Não há como negar, King novamente faz um trabalho incrível e mágico. Com tons de horror e suspense que sempre engrandecem suas histórias, ele conseguiu surpreender e levar brilho a imaginação do leitor, preso em num parque magnífico, onde se vende diversão.


Joyland, de Stephen King #MêsdoHorror

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terça-feira, 27 de outubro de 2015




Título: Os Goonies
Título Original: The Goonies
Autor(a): James Kahn
Editora: DARKSIDE
Páginas: 240
Onde Encontrar: Livraria Saraiva - Livraria Cultura
Avaliação:




“Os Goonies é, na verdade, um filme sobre a amizade, sobre manter-se unido. O sonho de toda criança é poder estar no controle de seu próprio destino, ainda que apenas por um sábado à tarde. Não seria incrível nunca perdermos esse sonho? A verdadeira magia dessa história está sobretudo naquilo que eles se tornam uns para os outros, de uma maneira muito especial.” – Steven Spielberg 
Os Goonies é um filme imaginado e produzido por Steven Spielberg, juntamente com Chris Columbus, em 1985. Foi um grande sucesso de bilheteria, pois os protagonistas eram crianças e naquela época os filmes só eram retratados no ponto de vista de adultos. Em 2013 a DarkSide lança Os Goonies, um livro escrito por James Kahn baseado no roteiro original de Chris Columbus.


Os Goonies é aventura cheia de mistérios e perigos. Com personagens de grande diversidade como o Gordo, Bocão, Dado, Brand, Andy, Stef e Mikey o narrador da história. Todos moram em uma casa branca de madeira de três andares em um parte da cidade conhecida como as Docas Goon. Tudo estava bem até o Country Club Hillside, dono de quase todas as propriedades das Docas Goon, resolver executar a hipoteca da casa deles. Todos estavam com medo de perder seu lar, e isso aumentava a cada dia que passava. Quando todos os meninos estavam na casa do Mikey, resolveram subir ao porão. Eles Nunca deveriam subir lá porque tinha centenas coisas do museu, onde o pai do Mikey trabalhava.

Acabaram descobrindo um mapa do tesouro, do famoso pirata Willy Caolho, que estava lá há bastante tempo e muitas pessoas buscaram e não encontraram nada desse tesouro. Mas de alguma forma Mikey sabia que ele conseguiria, sentia algo diferente, quase mágico. A partir daí, começa uma aventura incrível, porém perigosa. Passando por coisas que deixariam qualquer criança morrendo de medo, desde sanguessugas à pedras afiadas caindo em suas cabeças. Acima de tudo o livro mostra a amizade e a união dessas crianças para superar seus medos. Acabam se tornando mais unidos do que nunca para ajudar as suas famílias.


E como eu pude esquecer! Gordo acaba conhecendo o Sloth um dos filhos da Mama Fratelli. Com um grande coração de herói, acaba salvando os meninos e se tornando amigo dos Goonies.


Uma história incrível sobre a amizade. Me diverti bastante com o Bocão e sua... grande boca, com o Gordo e suas gordices, com o Dado que me lembra meu irmão, inventando coisas e com o Mikey que mesmo sendo o mais fraco e o mais desajeitado mostrou ser muito corajoso. Recomendo para todos que gostam de uma grande aventura, no estilo Indiana Jones, com um toque de horror e medo, mas mostrando o quão importante é a amizade e como o verdadeiro mal e terror pode não estar na criatura horrorosa, mas sim no ser humano cruel, egoísta e impiedoso.


Os Goonies, de James Kahn #MêsDoHorror

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